MVP's Lounge #43 - Surrogates :: Nunca Antes Visto
MVP's Lounge #43 - Surrogates
Escrito por: Hugo Pais
Este meu espaço de hoje é uma crítica ao filme "Surrogates", mais um filme de ficção científica que me fez lembrar filmes como "Inteligência Artificial" ou "Minority Report", onde um futuro próximo é descrito quando uma revolução tecnológica ocorre. Aconselho a fãs de filmes do genéro, mas de resto vejam apenas se forem com um bom grupo de amigos, porque é um filme de que nem toda a gente vai gostar. Eu até me senti interessado pelo filme, mas muita gente achou a ideia principal do filme ridícula e a partir daí é difícil acompanhar. Se calhar, ter pago 10 euros para ver o raio do filme talvez me tenha também ajudado a sentir-me obrigado a gostar do filme (e ainda por cima com as legendas dessa horrível língua que é o holandês). Ainda me queixo eu dos preços de certas coisas em Portugal: meus amigos, nós vivemos num paraíso de preços!



Qual é então, a ideia principal deste filme? Basicamente, num futuro próximo, a tecnologia evoluiu de tal forma que, apenas com o cérebro, o ser humano começa a ser capaz de controlar objectos mecânicos que se assemelham a membros do corpo humano. Daí até ser um robot completo, foi um pequeno passo. Portanto, estamos numa época em que uma pessoa pode ficar todo o dia em casa, ligado a uma máquina, que recebendo as ordens que o cérebro humano transmite, e consegue-se assim controlar um robot de uma forma perfeita, tal e qual como se fossemos nós mesmos. Se ao início isto foi feito para deficientes motores, de forma a estes conseguirem viver uma vida melhor, rapidamente toda a gente começa a desejar que o seu precioso corpo e a sua preciosa vida deixem de se passear pela rua, com medo de acidentes, roubos, assaltos, morte, etc. A ideia acaba por me relembrar o Matrix, com a diferença que no Matrix controlam uma personagem virtual num mundo virtual, enquanto que neste filme vocês controlam um robot no mundo real.



Depois desta breve introdução, o filme começa então com uma pequena demonstração daquilo com que estamos a lidar: total indiferença para com o perigo. Afinal, todos passaram a ser robots, a sua vida está cuidadosamente protegida em casa. Vemos por isso no início um tipo a ir a uma discoteca e a atirar-se de um dos andares superiores, naquilo que para alguém que não viu a introdução pareceria um suicídio. Mas rapidamente se percebe que toda a gente ali presente eram robots, incluindo o tipo que salta, que cai directamente na pista de dança onde rapidamente começa a dançar como se nada se tivesse passado. Na cena seguinte vemos o mesmo tipo a "curtir" com outra rapariga-robot. É aqui que, pelo menos para mim, começam as perguntas sobre a moralidade/interesse desta ideia. Será possível de acreditar que até para ir a uma discoteca as pessoas usavam o seu andróide? Que se satisfaziam por este género de socialização? Ninguém punha em causa esta nova forma de socieadade? Estaria mesmo toda a gente satisfeita com isto? E claro, a pergunta fatal: como é que é o sexo? É que convém lembrar que um tipo de 90 anos pode ser quem está a controlar uma loira-robot de 20... Interessante, não? Faz lembrar os sites de "meet a partner" da internet.

As respostas a todas estas perguntas são rapidamente dadas. Ou melhor, quase todas, porque infelizmente não chegamos a saber como seria o sexo entre "surrogates" (o nome dos "robots"). Mas sim, há quem não aceite esta situação, e seja anti-surrogate. A história do filme arranca precisamente no momento em que, o tipo da discoteca de que falei anteriormente, é assassinado como uma misteriosa arma por um ser humano. Ou melhor, o operador deste surrogate é misteriosamente encontrado morto, visto que um robot não morre. Isto deita abaixo todo o conceito de segurança de um surrogate: pode cair uma bomba nuclear sem cima do teu surrogate, que isso não interessa para a tua saúde desde que o estejas a controlar a milhas de distância. Contudo, esta nova arma, apontada a um surrogate, deita não só o surrogate abaixo, como também mata quem o estiver a controlar.

Bruce Willis interpreta o detective que é então encarregado em desvendar este mistério, e pelo caminho a história da sua vida mistura-se com a sua crescente vontade em deixar o seu "surrogate" no armário e recomeçar a sentir a experiência humana.

O que este filme, no final, me faz pensar, é o quão todos nós damos por garantido o contacto humano. Apesar de achar totalmente irrealista que cheguemos a um dia que seja tão barato ter um robot para viver a nossa vida por nós, a tal ponto que toda a gente tenha um (ainda acreditava se fossem usados de forma militar, como de resto se vê no filme), acho que neste filme a transição da personagem de Bruce Willis de surrogate-dependente, até voltar a caminhar no mundo real com as suas pernas, respirar um ar diferente, sentir todos os sentidos do corpo a funcionar... Simplesmente faz-me dar valor a estas pequenas coisas, e sentir que são importantes.



PS: peço desculpa por eventuais erros, mas uma série de factores (não ter office em português, blogger em holandês e não sei como o pôr em portugês, e serem 5 da manhã) não me permite uma melhor revisão do texto.

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Blogger Menaia argumenta de forma nunca antes vista, dizendo...
Filmes com o Bruce Willis são quase sempre de grande qualidade. Se calhar vou ver este filme hoje, já que estou fechado em casa, doente, e portanto verei aqui pela 'net.

Bom post!
6 de novembro de 2009 às 09:02  
Blogger Dexter argumenta de forma nunca antes vista, dizendo...
Napster oi?

:|

filmes com o Bruce Willis raramente tem grande qualidade.
6 de novembro de 2009 às 14:34  
Blogger Menaia argumenta de forma nunca antes vista, dizendo...
The Sixth Sense foi muito bom e teve nomeações para grandes prémios... ganhou 30; Pulp Fiction nem é preciso dizer, acho que toda a gente já viu ou ouviu falar do filme, basta apenas referir que esteve nomeado para 8 prémios, do quais ganhou 6 (julgo eu); Die Hard, pelo menos o 4.0, que foi o que eu vi, gerou a receita de bilheteira de $383,531,464 dólares no mundo inteiro, e a saga completa estima-se que foi de $138,708,852 dólares. Eu sei que não percebo nada de cinema, mas penso eu que o Bruce Willis consegue sacar bons filmes (dos que vi, pelo menos)...
6 de novembro de 2009 às 17:05  
Blogger J. argumenta de forma nunca antes vista, dizendo...
Dexter oi?

:|

Ainda vais dizer que o Van Damme é que é bom actor. O Bruce Willis é um excelente actor, interpreta sempre muito bem as personagens. Aconselho-te a ver o "Last boy scout", a trilogia do Die Hard (o 4.0 nem é muito bom), o sexto sentido...
6 de novembro de 2009 às 20:21  
Blogger Manel Cruz argumenta de forma nunca antes vista, dizendo...
Concordo com o napster e o jimmy the kid. Bruce Willis é um excelente actor assim como um dos meus preferidos!
6 de novembro de 2009 às 21:40  
Blogger Dexter argumenta de forma nunca antes vista, dizendo...
O Die Hard é um espectáculo UIII

vocês notam-se mesmo que pouco ou nada conhecem de Bruce Willis, o Bruce Willis não lança so um filme por ano, ele é capaz de participar para ai em 5 filmes, ser personagem principal em 3, e só um ser minimamente aceitável.

Pulp Fiction, é aquele filme em que ele pouco aparece certo?

Informem-se melhor sobre os filmes que o Bruce Willis já fez, vejam a enorme lista em que ele já participou, e digam-me quantos além do Sexto Sentido ele fez que mereça ser destacado

:)
7 de novembro de 2009 às 14:06